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#073

PRIVACIDADE VERSUS RISCO.

O comportamento de qualquer pessoa, em qualquer posição ou função, pública ou privada, em TODOS os lugares, hoje em dia – tempos de internet e de redes sociais – deve ser ‘modo rua’.

Sim! Privadamente, o mesmo comportamento que teria em praça pública.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

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#072

Crise e Oportunidade.

Já muito se escreveu sobre esta díade. Vou tratar de uma bem específica; nas profissões da Comunicação.

Se jornalistas e publicitários se encontram em crise, porque em crise o mercado está, vale a pena aproximarem-se dos colegas RPs.

RP: perfil da hora.

Por que?

Jornalismo e Propaganda são dois segmentos em franco encolhimento e indefinição, sobretudo após o fenômeno das ‘fake news’ – que os abala igualmente (no portal do Observatório da Comunicação Institucional – OCI há vasto ‘clipping’ sobre o tema).

O único segmento em ascensão é o de RP – mesmo que o termo não seja explicita (e corretamente) utilizado.

Pensamento estratégico, visão holística e ‘foco no outro’ são habilidades e competências que só uma formação provê, a nossa.

Daí que, numa volta ao clássico conceito de A.C.S. (Assessoria de Comunicação Social), dos autores-professores-profissionais gaúchos Kopplin & Ferraretto, os três perfis devem aglutinar-se (talvez ainda somando os préstimos de um quarto perfil, o de ‘designer’) – sob a liderança de RPs – para melhor atender às organizações de maneira autônoma, liberal e independente – como consultoria – mesmo para clientes de pequeno e médio porte (porque os de grande porte já contratam assim).

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#071

Os colegas jornalistas perderam a noção do que seja equidistância. Seus patrões? Esses nunca o foram.

Os colegas publicitários estão perdidinhos… em meio a algoritmos que não entendem e a uma tal de ‘mídia programática’ que prescinde de humanos – muito menos dos criativos.

O campo – de saber e de fazer – de RP tornou-se a última fronteira da razão e da emoção no campo da Ciência Social aplicada. Eu diria até mais: a única via da salvação dos negócios.

Atividade independente e autônoma, profissão liberal por excelência, RP tem como Norte a busca incessante e inegociável das harmonias possíveis.

E isto demanda, de forma irrecorrível, vocação para mais auscultar que falar, competência para a o estado/fenômeno da alteridade, e habilidade de estabelecer empatia.

Perdeu-se – em currículos absurdos – a relevância do Direito, da Ética, e a prevalência da Psicologia Social, a qual norteou os pioneiros pensadores do campo; Edward Bernays e David Ogilvy.

Lástima!

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#070

O que compreendem as Relações Públicas no Brasil?

No mundo todo, ‘public relations’ (PR) constituem ‘press relations’ ou ‘media relations’.

No Brasil, os estatutos acadêmico e legal da atividade de RP – estabelecidos em 1967 como currículo de bacharelado e norma legal (Lei 5.377) – ampliaram em muito o seu escopo de saber e de fazer, até porque nas relações com a imprensa prevaleceu o compadrio de ex-jornalistas de redação colocados, em claro desvio de função, nos postos-chave da comunicação de empresas estatais e privadas, além de órgãos do terceiro setor, como assessores ‘de imprensa’.

Trata-se, este brasileiríssimo fenômeno, de genuíno jabuticabal – o qual até hoje viceja apesar do evidente conflito de interesses e do tráfico de influência entre ‘coleguinhas’ (termo que os próprios jornalistas usam para designar sua turma), em flagrante de ilícito ‘insider trading’.

​Na Universidade de São Paulo, a pioneira ‘habilitação em RP’ já propunha um currículo holístico voltado à comunicação no âmbito das organizações, com ênfase em disciplinas como Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, Planejamento e Produção de Eventos, Mercadologia, Planejamento de Comunicação, Cerimonial e Protocolo, Comunicação Interna e Comunicação Comparada, entre outras. O resto é história… e as estórias de disputa por espaço no mercado de trabalho.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#069

Relações Públicas, hoje:

“Nossa especialidade – única – é cuidar, com múltiplas competências, da ‘informação de caráter institucional’, tanto de um ente governamental, como de uma empresa, de uma ONG, ou de um indivíduo que tem/precisa ter – e administrar – uma ‘persona pública’. Para muito além do profissional ‘tarefeiro’ tão criticado por Roberto Porto Simões e, também, do hoje irreal e ortodoxo planejador ‘desenhado’ (já há 30 anos) por Margarida Kunsch”.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#068

“Relações Públicas no contexto atual – sobretudo no caso brasileiro – pode-se considerar uma ‘filosofia de gestão’. Dado que – em tempos de internet e redes sociais – as organizações simplesmente resolveram relacionar-se… e em público… a visão holística de ‘Relações Públicas Plenas’ (no Brasil a atividade vai muito além da assessoria ‘de imprensa’ e da gestão de crises de imagem pública) torna-se ‘a’ faceta externa de governança a ser adotada”.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#067

A imprensa pode contribuir para que sua organização obtenha o atributo de credibilidade. Não é o único caminho, mas é um dos mais percebidos pela sociedade. Ela ajuda a construir a ‘admirabilidade’ da marca, porque tem grande influência na opinião pública.

A imprensa jornalística é de grande eficácia na comunicação de uma organização com clientes e com todos os públicos com os quais se relaciona, os ‘stakeholders’. O custo de uma boa assessoria de imprensa é menor do que o de outras ferramentas. Um relacionamento ético e sólido com os jornalistas e com a mídia pode ser a diferença em um momento de crise, entre o declínio e o caminho mais curto para a solução da crise.

Heródoto Barbeiro, jornalista.