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#078

Convergências entre Relações Públicas e Marketing.

Este quadro faz parte do livro ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração’ (Ciência Moderna, 2016), disponível em formato impresso e ‘e-book’.

Quadro Comparativo RRPP e MKTG

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#077

Muito antes de ser uma obrigação, um dever, e uma responsabilidade, é um privilégio ter uma formação que, por si só, dá direito a uma profissão regulamentada.

Privilégio este que precisamos bem divulgar, difundindo o tamanho da importância que a fala, qualquer fala, institucional – de pessoa física ou jurídica – adquiriu nesses tempos digitais.

Políticos, executivos, artistas, pensadores e empreendedores usam o Twitter, o YouTube e o WhatsApp para comunicar-se, em pessoa, e em público.

Quanto assessoramento não se faz necessário?

Nossa formação sempre foi a de profissão liberal e de assessoramento. É nosso ‘DNA’.
Relações Públicas, pois, constituem-se não mais em promessa de futuro, mas na função do presente. Super-presente!

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#076

A comunicação mercadológica – ou ‘de marketing’ – não tem medo de ser ridícula, enganosa e, até, vil. Mas, sua função é vender. E isto fica claro: o público de suas mensagens o sabe.

Já a comunicação institucional, fulcro das relações públicas, não tem essa prerrogativa, e teme o descrédito, a desinformação, e o embuste. Sua função é informar com verdade. E o público a merece.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#075

Uma questão institucional: Google/YouTube e Facebook/InstaGram são veículos de comunicação? Não. São ambientes de T.I.C. – Tecnologia da Informação e de Comunicação. Logo, não deveriam reger-se pela – e usufruir da – regulamentação da indústria da propaganda. Mais: uma ‘pseudo-gratuidade’ custou nossa privacidade e segurança. Para sempre.

As pessoas não se dão conta mas estão entregando, de graça – às redes sociais – espaço e prestígio conquistados a duras penas pela mídia tradicional, a qual teve que evoluir, se institucionalizar e profissionalizar-se – tanto no que toca a Jornalismo quanto a Propaganda – ao longo de um século!

Essa história perpassa os enormes esforços empreendidos por governos – e organizações privadas e do Terceiro Setor – na construção de um modus vivendi democraticamente aceitável. No Brasil, CONAR e CENP são exemplos de alto grau de sofisticação civil.

Tal estado de convivência cidadã não combina, absolutamente, com a ideologia monopolista de Google, Facebook, Microsoft e Apple – as quais ‘oligo-repartem’ seus domínios como num tabuleiro do jogo WAR. Estamos todos ‘cartelizados’.

Neste contexto sistêmico, tanto faz se você ou eu conseguimos ‘lacrar’ com um post – e até enriquecer pour cause -, ou mesmo termos um block eterno de nossas contas e perfis… sem qualquer explicação desses gigantes… A fugacidade do momento exige agilidade e uma péssima memória.

Tempos mais modernos. Tempos mais difíceis.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#074

Informação, conhecimento, sabedoria.

“O conhecimento é fruto de uma artesania intelectual”. Margarida M. K. Kunsch.

A informação tem que ser de boa fonte. O processo de pesquisa, de boa fé. E o estudioso, ético.

Assim – ciberneticamente – a sabedoria será resultado.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#073

PRIVACIDADE VERSUS RISCO.

O comportamento da pessoa precavida, em qualquer posição ou função, pública ou privada, em TODOS os lugares, hoje em dia – tempos de internet e de redes sociais – deve ser ‘modo rua’.

Sim! Ter, privadamente, o mesmo comportamento que teria em praça pública.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#072

Crise e Oportunidade.

Já muito se escreveu sobre esta díade. Vou tratar de uma bem específica; nas profissões da Comunicação.

Se jornalistas e publicitários se encontram em crise, porque em crise o mercado está, vale a pena aproximarem-se dos colegas RPs.

RP: perfil da hora.

Por que?

Jornalismo e Propaganda são dois segmentos em franco encolhimento e indefinição, sobretudo após o fenômeno das ‘fake news’ – que os abala igualmente (no portal do Observatório da Comunicação Institucional – OCI há vasto ‘clipping’ sobre o tema).

O único segmento em ascensão é o de RP – mesmo que o termo não seja explicita (e corretamente) utilizado.

Pensamento estratégico, visão holística e ‘foco no outro’ são habilidades e competências que só uma formação provê, a nossa.

Daí que, numa volta ao clássico conceito de A.C.S. (Assessoria de Comunicação Social), dos autores-professores-profissionais gaúchos Kopplin & Ferraretto, os três perfis devem aglutinar-se (talvez ainda somando os préstimos de um quarto perfil, o de ‘designer’) – sob a liderança de RPs – para melhor atender às organizações de maneira autônoma, liberal e independente – como consultoria – mesmo para clientes de pequeno e médio porte (porque os de grande porte já contratam assim).

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#071

Os colegas jornalistas perderam a noção do que seja equidistância. Seus patrões? Esses nunca o foram.

Os colegas publicitários estão perdidinhos… em meio a algoritmos que não entendem e a uma tal de ‘mídia programática’ que prescinde de humanos – muito menos dos criativos.

O campo – de saber e de fazer – de RP tornou-se a última fronteira da razão e da emoção no campo da Ciência Social aplicada. Eu diria até mais: a única via da salvação dos negócios.

Atividade independente e autônoma, profissão liberal por excelência, RP tem como Norte a busca incessante e inegociável das harmonias possíveis.

E isto demanda, de forma irrecorrível, vocação para mais auscultar que falar, competência para a o estado/fenômeno da alteridade, e habilidade de estabelecer empatia.

Perdeu-se – em currículos absurdos – a relevância do Direito, da Ética, e a prevalência da Psicologia Social, a qual norteou os pioneiros pensadores do campo; Edward Bernays e David Ogilvy.

Lástima!

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#070

O que compreendem as Relações Públicas no Brasil?

No mundo todo, ‘public relations’ (PR) constituem ‘press relations’ ou ‘media relations’.

No Brasil, os estatutos acadêmico e legal da atividade de RP – estabelecidos em 1967 como currículo de bacharelado e norma legal (Lei 5.377) – ampliaram em muito o seu escopo de saber e de fazer, até porque nas relações com a imprensa prevaleceu o compadrio de ex-jornalistas de redação colocados, em claro desvio de função, nos postos-chave da comunicação de empresas estatais e privadas, além de órgãos do terceiro setor, como assessores ‘de imprensa’.

Trata-se, este brasileiríssimo fenômeno, de genuíno jabuticabal – o qual até hoje viceja apesar do evidente conflito de interesses e do tráfico de influência entre ‘coleguinhas’ (termo que os próprios jornalistas usam para designar sua turma), em flagrante de ilícito ‘insider trading’.

​Na Universidade de São Paulo, a pioneira ‘habilitação em RP’ já propunha um currículo holístico voltado à comunicação no âmbito das organizações, com ênfase em disciplinas como Teoria e Pesquisa de Opinião Pública, Planejamento e Produção de Eventos, Mercadologia, Planejamento de Comunicação, Cerimonial e Protocolo, Comunicação Interna e Comunicação Comparada, entre outras. O resto é história… e as estórias de disputa por espaço no mercado de trabalho.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

#069

Relações Públicas, hoje:

“Nossa especialidade – única – é cuidar, com múltiplas competências, da ‘informação de caráter institucional’, tanto de um ente governamental, como de uma empresa, de uma ONG, ou de um indivíduo que tem/precisa ter – e administrar – uma ‘persona pública’. Para muito além do profissional ‘tarefeiro’ tão criticado por Roberto Porto Simões e, também, do hoje irreal e ortodoxo planejador ‘desenhado’ (já há 30 anos) por Margarida Kunsch”.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).