#075

Uma questão institucional: Google/YouTube e Facebook/InstaGram são veículos de comunicação? Não. São ambientes de T.I.C. – Tecnologia da Informação e de Comunicação. Logo, não deveriam reger-se pela – e usufruir da – regulamentação da indústria da propaganda. Mais: uma ‘pseudo-gratuidade’ custou nossa privacidade e segurança. Para sempre.

As pessoas não se dão conta mas estão entregando, de graça – às redes sociais – espaço e prestígio conquistados a duras penas pela mídia tradicional, a qual teve que evoluir, se institucionalizar e profissionalizar-se – tanto no que toca a Jornalismo quanto a Propaganda – ao longo de um século!

Essa história perpassa os enormes esforços empreendidos por governos – e organizações privadas e do Terceiro Setor – na construção de um modus vivendi democraticamente aceitável. No Brasil, CONAR e CENP são exemplos de alto grau de sofisticação civil.

Tal estado de convivência cidadã não combina, absolutamente, com a ideologia monopolista de Google, Facebook, Microsoft e Apple – as quais ‘oligo-repartem’ seus domínios como num tabuleiro do jogo WAR. Estamos todos ‘cartelizados’.

Neste contexto sistêmico, tanto faz se você ou eu conseguimos ‘lacrar’ com um post – e até enriquecer pour cause -, ou mesmo termos um block eterno de nossas contas e perfis… sem qualquer explicação desses gigantes… A fugacidade do momento exige agilidade e uma péssima memória.

Tempos mais modernos. Tempos mais difíceis.

Manoel Marcondes Machado Neto, relações-públicas (desde 1981) e professor (desde 1985).

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